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quinta-feira, 7 de março de 2013

M P U !


MPU - Definição do organizador do concurso sai até o fim deste mês


Atenção aqueles que desejam transformar o sonho da estabilidade empregatícia em realidade: o Ministério Público da União (MPU), um dos órgãos mais respeitados do país, pretende definir a instituição responsável por organizar seu concurso para técnico (níveis médio e médio/técnico) e analista (superior) até o final deste mês. A expectativa é que o edital regulador da seleção seja divulgado em abril. De acordo com a Secretaria de Gestão de Pessoas do MPU, o concurso será, pelo menos, para o número de oportunidades criadas após as remoções internas realizadas pelo órgão recentemente (70 vagas), mais cadastro de reserva. Porém, a hipótese de aumento substancial nas vacâncias não está descartada. A seleção atenderá a todos os estados brasileiros.

Entre outras urgências, atualmente a comissão do concurso analisa quais especialidades serão contempladas na seleção. Sabe-se que, ao ser nomeado, o servidor pode ser designado para qualquer um dos quatro ramos que compõem o MPU: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Ministério Público Militar (MPM). A lotação dependerá da classificação geral no concurso. Devido à premência de pessoal, as provas poderão ser aplicadas em um curto prazo. Estima-se que o período entre a divulgação do edital e a realização das avaliações não ultrapasse 90 dias, ou seja, devem acontecer entre junho e julho deste ano.

Sobre o programa, a AAssessoria de Comunicação já informou que não deverão ocorerr grandes mudanças em relação ao último concurso, realizado em 2010. Outra semelhança em relação à seleção anterior é que está praticamente certa a oferta de vagas para técnico da área administrativa, cargo cuja exigência é apenas o nível médio, e que, por isso, sempre é um dos mais disputados. Atualmente, a remuneração inicial do servidor do MPU é de R$5.345,03 (técnico) e R$8.276,42 (analista), incluindo o auxílio-alimentação, de R$710. Há outros benefícios. Na seleção passada foram oferecidas 594 vagas em mais de 50 especialidades. Contudo, ao final do concurso, o MPU nomeou mais de 3 mil funcionários, cerca de seis vezes o número estipulado. A organização ficou sob responsabilidade do Cespe/UnB e os candidatos realizaram provas objetiva, discursiva, física e prática, as três últimas apenas para alguns cargos. A contratação dos servidores é pelo regime estatutário, ou seja, com garantia de estabilidade.

Direito Administrativo: professor mostra assuntos que devem ser estudados

Seguindo a tendência natural dos concurseiros, à medida em que a seleção para o Ministério Público da União (MPU) se aproxima, mais os interessados em entrar para as carreiras de técnico e analista fortalecem os estudos. Entre os cargos mais concorridos, provavelmente estará o de técnico administrativo (médio). Por isso, para contribuir na preparação dos futuros candidatos, FOLHA DIRIGIDA entrevistou o professor Glauco Dantas, mestre em Direito Administrativo, uma das disciplinas que devem constar no próximo edital. O especialista acredita que, embora a nomenclatura do edital do último concurso trate o tema como “Noções”, a prova deve exigir conhecimento apurado dos candidatos.

“As ‘Noções’ de Direito Administrativo envolvem as atividades do Estado destinadas a satisfazer o interesse da coletividade, envolvendo os aspectos doutrinários, ou seja, aqueles que os livros explicam, e também a jurisprudência, que são as decisões reiteradas dos tribunais. No último concurso, a banca (Cespe/UnB) não fugiu dos temas normalmente cobrados. Houve questões referentes a ato administrativo, servidores públicos (Lei nº 8.112 e Artigos 37 a 41 da Constituição Federal), licitações, entre outros. Creio que o conteúdo se repetirá”, explica. Apesar disso, o professor não rejeita a hipótese de acréscimo de novos itens ao conteúdo. “Pode ter o aumento de um ou mais itens à disciplina. Ao que tudo indica, é possível que haja a adição da Lei nº9.784/99. Trata-se de uma norma que tem sido cobrada em quase todos os concursos federais e, em razão disso, penso que são grandes as chances de isso também ocorrer na seleção para o MPU”, acrescenta.

E para que os candidatos não percam tempo aguardando a definição de quem será a organizadora do concurso, Glauco Dantas orienta o estudo ‘genérico’ das questões. Com a seleção para o MPU é tida como uma as maiores do país, o professor aconselha o estudo das provas daquelas que são consideradas as principais organizadoras do setor. “Quando não há banca escolhida, o candidato deve resolver questões das mais relevantes, como o Cespe/UnB, Fundação Carlos Chagas, Cesgranrio, Esaf, FGV, entre outras. Nas disciplinas jurídicas, é importante que os concurseiros estudem utilizando o raciocínio. Há uma falsa ideia de que o Direito é decoreba, mas isso é um equívoco. O ‘grosso’ da matéria pressupõe análise sistemática. Neste contexto, os preparatórios ajudam na orientação. Desejo sorte a todos, lembrando que é necessário um projeto organizado, sério e comprometido. Não existe aprovação decorrente de casualidade”, lembra.

Fonte: Folha Dirigida - 06/03/13

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