Cinco pessoas, incluindo dois donos de autoescolas, foram presas ontem na capital paulista sob suspeita de integrar uma quadrilha que, em troca de dinheiro, fraudava a presença de alunos que não iam às aulas obrigatórias para a realização da prova para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam dedos de silicone com as impressões digitais dos alunos para computar a presença no sistema de biometria (instalado nas autoescolas, mas controlado pelo Detran). Há a suspeita de que a quadrilha recebesse R$ 3.000 de cada aluno que não quisesse frequentar as aulas práticas e teóricas antes de realizar as provas do Detran. Uma blitz conjunta feita pela CGA (Corregedoria-Geral da Administração), ligada à Casa Civil, e pelo Detran fez uma devassa em duas autoescolas, uma no Ipiranga (zona sul) e a outra na Vila Medeiros (zona norte). Nelas, foram encontrados cerca de 5.000 dedos de silicone. Estima-se que a quadrilha tenha lucrado R$ 15 milhões por meio da fraude. O Detran informou que abrirá um procedimento administrativo para descredenciar as duas autoescolas. De acordo com o órgão, o grupo é investigado sob a suspeita de falsidade ideológica, corrupção passiva e alteração indevida de dados da administração pública. Os motoristas que tiraram a habilitação, contando com a ajuda dos fraudadores, podem ter a carteira cassada.
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